VITRIOL - Associação para a Divulgação e Promoção da Língua e Cultura Lusófona, formalmente constituída a 2/03/2011, teve a sua apresentação pública no Museu do Fado a 14/04/2011.
Esta Associação tem como desígnio a Viagem, enquanto ser individual e colectivo, na senda de um Homem Novo. Foi constituída a partir de um sonho: criar uma plataforma para o estudo, a divulgação da língua e do património para proporcionar a todos os Cidadãos o acesso à cultura Portuguesa e ao mundo da Lusofonia e, ser partilhada por um universo de pessoas que comungue dos mesmos princípios, no que respeita à valoração do conhecimento como factor de libertação do Homem.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
Roteiro/Visita Mosteiro dos Jerónimos
A LINFUAGEM dos SÍMBOLOS no MOSTEIRO de SANTA MARIA de BELÉM (dito dos Jerónimos) por JOÃO DAVID ZINK (historiador).
A rica simbologia presente nos monumentos do chamado «estilo Manuelino» tem sido lida de modo sincrónico no pressuposto de um imaginário imobilista, sem ter em linha de conta as mutações do tempo histórico. Nesta conferência/roteiro pretende-se, na medida do possível, repor a “verdade histórica” em acerto com a dinâmica da acção humana, conjugando o estudo iconográfico com os dados da investigação arqueológica, o que se traduz numa perspectiva diacrónica do universo simbólico do “manuelino”.
Autor: João David Zink
A rica simbologia presente nos monumentos do chamado «estilo Manuelino» tem sido lida de modo sincrónico no pressuposto de um imaginário imobilista, sem ter em linha de conta as mutações do tempo histórico. Nesta conferência/roteiro pretende-se, na medida do possível, repor a “verdade histórica” em acerto com a dinâmica da acção humana, conjugando o estudo iconográfico com os dados da investigação arqueológica, o que se traduz numa perspectiva diacrónica do universo simbólico do “manuelino”.
Autor: João David Zink
quinta-feira, 21 de março de 2013
Vem Primavera!
Vem Primavera!
Traz contigo as flores de Abril
Da solene promessa de uma nova vida.
Trás milhares muita gente.
Vem devagar! Vem de repente!
Vem Primavera!
Vestida de Mulher com cabelos pela cintura
Vem descalça…
Caminha no verde da palavra mais pura.
Vem Primavera!
Não demores na escuridão das vozes
Solta as palavras e os sons
Faz-te ouvir nas alturas!
Traz contigo as flores de Abril
Da solene promessa de uma nova vida.
Trás milhares muita gente.
Vem devagar! Vem de repente!
Vem Primavera!
Vestida de Mulher com cabelos pela cintura
Vem descalça…
Caminha no verde da palavra mais pura.
Vem Primavera!
Não demores na escuridão das vozes
Solta as palavras e os sons
Faz-te ouvir nas alturas!
Autor: O. Florência
sexta-feira, 15 de março de 2013
Homenagem António Albino Machado
ANTÓNIO ALBINO MACHADO, um " Construtor" de uma sociedade mais justa com base nos valores da Liberdade - Igualdade - Fraternidade. Homenagem com um poema de OLGA FLORÊNCIA.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Dia Internacional da Mulher – Porquê este dia
Sendo realidade ou ficção, é no dia 08 de Março, do ano de 1857, que as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Porém, é historicamente aceite que a ideia da existência de um dia internacional da mulher surge no final do século XIX, princípio do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena e São Petersburgo.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova Iorque. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, onde foi aprovada a proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova Iorque. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, onde foi aprovada a proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o rastilho da Revolução de 1917. Em 8 de Março, a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução. Leon Trotsky assim registou o evento: “Em 23 de Fevereiro (8 de Março no calendário gregoriano) estavam planeadas acções revolucionárias. Pela manhã, a despeito das directivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem a sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma em todo o mundo. Em Portugal, houve mulheres que se bateram pelos seus direitos. Neste caminho não pode ser esquecido o papel, actividade e acção de muitas mulheres que desde sempre lutaram por ideias de igualdade, direitos cívicos e sociais, direito ao trabalho, direito ao salário, essas mulheres estiveram na primeira linha do combate e ombrearam com os homens na luta por estas conquistas.
De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma em todo o mundo. Em Portugal, houve mulheres que se bateram pelos seus direitos. Neste caminho não pode ser esquecido o papel, actividade e acção de muitas mulheres que desde sempre lutaram por ideias de igualdade, direitos cívicos e sociais, direito ao trabalho, direito ao salário, essas mulheres estiveram na primeira linha do combate e ombrearam com os homens na luta por estas conquistas.
Muitas delas iniciaram o seu caminho nos princípios do Séc. XX. Foi há mais de um século, em 1907, que um grupo de mulheres instruídas e cultas fundou o «Grupo Português de Estudos Feministas», com o objectivo de difundir os ideais da emancipação feminina, fundar uma biblioteca e publicar estudos destinados a instruir e a educar a mulher portuguesa, a fim de melhor desempenhar as funções de mãe e educadora da sociedade futura.
O «Grupo» agregava intelectuais, médicas, escritoras e, sobretudo, professoras, com destaque, entre muitas outras, para Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete, Maria Veleda, Domitila de Carvalho. Teve uma existência efémera, mas publicou alguns folhetos que reproduziam discursos, conferências e outros textos de autoria das principais dirigentes, preenchendo assim uma grande lacuna de leituras de teor feminista, acessíveis às mulheres portuguesas.
Sabemos até que Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabete foram depositárias da confiança de seus pares revolucionários a quem estes confiaram o segredo da conspiração republicana. Carolina e Adelaide coseram as primeiras bandeiras republicanas, que haveriam de ser desfraldadas após a vitória da revolução, ondulando as cores verde e rubra que até hoje permanecem como símbolo nacional.
Este dia foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
Pretende-se com este dia chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.
Este dia foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
Pretende-se com este dia chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.
Autor: A.Pires
sábado, 2 de março de 2013
2.º Aniversário da VITRIOL
A VITRIOL Associação comemorou o seu 2º Aniversário na rua ao lado do Povo, dando voz aos seus Valores e Princípios através de uma Reportagem em directo com a RDS-Rádio.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Universidade de Coimbra - 7 Séculos em prol da Cultura
A Universidade de Coimbra é uma das universidades mais antigas na Europa, no Mundo e a mais antiga de Portugal.
A sua história remonta ao século seguinte da fundação da nação portuguesa, dado que foi criada no século XIII, em 1290, mais concretamente a 1 de Março, quando foi assinado em Leiria, pelo Rei D. Dinis I, o documento que criou a Universidade e pediu ao Papa a confirmação.
A universidade, inicialmente instalada na zona do actual Largo do Carmo, em Lisboa, foi transferida para Coimbra, para o Paço Real da Alcáçova. Voltou para Lisboa e regressou a Coimbra. Ficou nesta cidade até 1377 e voltou de novo para Lisboa neste ano. Permaneceu em Lisboa até 1537, data em que foi transferida definitivamente para Coimbra, por ordem de D. João III. Recebeu os seus primeiros estatutos em 1309, já no reinado de D. Manuel I.
Em Portugal, como um pouco por todo o mundo, a ideia da instituição Universidade de Coimbra encontra-se intimamente ligada à Alta Universitária, um conjunto arquitectónico heterogéneo de que se destacam as construções do chamado Estado Novo e, sobretudo, o Páteo e Paço das Escolas, dominados pela célebre Torre da Universidade. Foi o Paço das Escolas que aglutinou, todas as Faculdades da Universidade de Coimbra, após a instalação definitiva nesta cidade. É um verdadeiro percurso itinerante de quase três séculos entre Lisboa e a urbe do Mondego. Quando em Coimbra, os Estudos Gerais (mais tarde designados Universidade) distribuíram-se por localizações diversas, destacando-se os edifícios próximos do Mosteiro de Santa Cruz e o próprio Paço da Escola.
Vamos fazer uma visita aos principais monumentos de interesse desde a sua fundação:
Em Portugal, como um pouco por todo o mundo, a ideia da instituição Universidade de Coimbra encontra-se intimamente ligada à Alta Universitária, um conjunto arquitectónico heterogéneo de que se destacam as construções do chamado Estado Novo e, sobretudo, o Páteo e Paço das Escolas, dominados pela célebre Torre da Universidade. Foi o Paço das Escolas que aglutinou, todas as Faculdades da Universidade de Coimbra, após a instalação definitiva nesta cidade. É um verdadeiro percurso itinerante de quase três séculos entre Lisboa e a urbe do Mondego. Quando em Coimbra, os Estudos Gerais (mais tarde designados Universidade) distribuíram-se por localizações diversas, destacando-se os edifícios próximos do Mosteiro de Santa Cruz e o próprio Paço da Escola.
Vamos fazer uma visita aos principais monumentos de interesse desde a sua fundação:
Sala Grande dos Actos é a principal sala da Universidade. É também conhecida por Sala dos Capelos uma vez que, ainda hoje, é utilizada nas cerimónias académicas.
Quando visitar a Sala dos Capelos poderá visitar também a Sala do Exame Privado e a Sala das Armas.
A Sala do Exame Privado fazia parte integrante da ala real do palácio. Foi câmara real, ou seja, o local onde o monarca pernoitava. Também foi nesta sala que se realizou a primeira “reunião” entre o Reitor D. Garcia de Almeida e os lentes (professores), no dia 13 de Outubro de 1537, data da transferência definitiva desta instituição para Coimbra.
A Sala das Armas fazia parte da ala real do antigo paço. Alberga a panóplia das armas da Guarda Real Académica, que ainda hoje são utilizadas pelos Archeiros nas cerimónias académicas solenes.
Casa da Livraria, nome por que era conhecida a Biblioteca Joanina, recebeu os primeiros livros depois de 1750, sendo a construção do edifício do século XVIII. O edifício tem três andares e alberga cerca de 200.000 volumes, havendo no piso nobre cerca de 40.000. Volumes raros e históricos de uma importância notável.
Prisão Académica, resultante da condição privilegiada da Universidade, seria instalada, em dois antigos aposentos, sob a Sala dos Capelos. Sendo então transferida para as infra-estruturas da Biblioteca Joanina que, por seu turno, incorporara, quando da sua edificação, os restos arruinados do que fora o antigo cárcere do Paço Real, documentando o único trecho de cadeia medieval subsistente em Portugal.
Porta Férrea e Via Latina, destinada a dar solenidade à entrada do recinto universitário, constitui a primeira obra de vulto empreendida pela Escola após a aquisição do edifício, por isso idealizada como um arco triunfal, de dupla face (na tradição da porta-forte militar), evocada no programa escultórico, alusivo às quatro faculdades (Teologia, Leis, Medicina e Cânones) e aos dois monarcas fundamentais na sua história (D. Dinis, que fundou a Universidade, e D. João III, que a transferiu para Coimbra).
Porta Férrea e Via Latina, destinada a dar solenidade à entrada do recinto universitário, constitui a primeira obra de vulto empreendida pela Escola após a aquisição do edifício, por isso idealizada como um arco triunfal, de dupla face (na tradição da porta-forte militar), evocada no programa escultórico, alusivo às quatro faculdades (Teologia, Leis, Medicina e Cânones) e aos dois monarcas fundamentais na sua história (D. Dinis, que fundou a Universidade, e D. João III, que a transferiu para Coimbra).
A Via Latina, erigida da segunda metade do século XVIII, constitui, na essência, um corpo de aparato, adossado (encostado) ao alçado interno norte do palácio escolar, como solução hábil para facilitar os acessos entre o Paço Reitoral, a Sala dos Capelos e os Gerais.
Torre da Universidade tem 33,5 metros de altura, constitui o emblema tradicional de Coimbra. Começou a construir-se em 1728 e foi terminada em 1733. No topo sobre o relógio, abre-se um miradouro do qual se desfruta uma panorâmica esplendorosa da cidade e do vale do Mondego. Nesta Torre está colocada, entre outros sinos, a célebre «cabra», que marcava as horas do despertar e do recolher dos estudantes.
Capela S. Miguel foi construída no início do século XVI, substituindo uma anterior, provavelmente do século XII. A sua estrutura arquitectónica é manuelina, estilo decorativo visível sobretudo nos janelões da nave central e no arco cruzeiro.
Durante a ditadura do Estado Novo foi palco de várias actividades de gerações estudantis na luta contra o regime, pela Liberdade, os Direitos Humanos, a Democracia, estando empenhados os mais diversos intelectuais e pensadores portugueses.
Com o 25 de Abril de 74, com o novo período da vida portuguesa e universitária, foi alvo de várias reformas para acompanhar a nova dinâmica política.
A Universidade de Coimbra, a Alta e a Sofia foram classificadas como Património Mundial pela UNESCO no ano de 2013.
Torre da Universidade tem 33,5 metros de altura, constitui o emblema tradicional de Coimbra. Começou a construir-se em 1728 e foi terminada em 1733. No topo sobre o relógio, abre-se um miradouro do qual se desfruta uma panorâmica esplendorosa da cidade e do vale do Mondego. Nesta Torre está colocada, entre outros sinos, a célebre «cabra», que marcava as horas do despertar e do recolher dos estudantes.
Capela S. Miguel foi construída no início do século XVI, substituindo uma anterior, provavelmente do século XII. A sua estrutura arquitectónica é manuelina, estilo decorativo visível sobretudo nos janelões da nave central e no arco cruzeiro.
Durante a ditadura do Estado Novo foi palco de várias actividades de gerações estudantis na luta contra o regime, pela Liberdade, os Direitos Humanos, a Democracia, estando empenhados os mais diversos intelectuais e pensadores portugueses.
Com o 25 de Abril de 74, com o novo período da vida portuguesa e universitária, foi alvo de várias reformas para acompanhar a nova dinâmica política.
A Universidade de Coimbra, a Alta e a Sofia foram classificadas como Património Mundial pela UNESCO no ano de 2013.
Continuando a manter o renome de outros tempos, é hoje uma instituição de referência, e durante os seus mais de sete séculos de existência, foi crescendo um pouco por toda a cidade, promovendo a divulgação da cultura portuguesa no mundo.
Autor: A. Pires
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Zeca Afonso - manter vivos o espírito e a lição de dignidade
José Manuel Cerqueira Afonso Santos, conhecido por Zeca Afonso, nome com o qual assinava os seus discos, considerado durante muito tempo músico de intervenção, é para Francisco Fanhais, companheiro de cantigas e de estrada, e actualmente dirigente da Associação José Afonso: “muito mais do que um cantor ou um músico de intervenção. Essa designação serve para menosprezar toda a parte poética e musical do autor e é um álibi muito bom para que os divulgadores de música o possam banir com toda a tranquilidade”. “Cada uma das canções de José Afonso faz parte de um conjunto de grande valor musical e poético que, penso, está ainda por descobrir”, diz Francisco Fanhais.
Também o jornalista Viriato Teles, autor do livro As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso, considera: “que está ao nível dos grandes criadores musicais do mundo, e ao contrário do que habitualmente fazemos, que é comparar os portugueses com artistas estrangeiros, acha mesmo que Zeca Afonso “está ao nível de um Bob Dylan, John Lennon, Léo Ferré ou de um Jacques Brel”.
Considerar a obra apenas do ponto de vista da cantiga de intervenção, “é do mais redutor que existe, até porque mesmo nesse campo ele esteve sempre à frente do tempo dele”, Viriato Teles, não hesita mesmo em afirmar que José Afonso era “um génio, tal como Carlos Paredes”. Quando José Afonso morreu Paco Ibañez disse: “que Zeca teve azar de ter nascido português, se tivesse nascido nos Estados Unidos estaria ao nível desses grandes criadores mundiais”.
Gravou vários discos entre os quais se destacam: Cantares do andarilho; Contos velhos, novos rumos; Traz outro amigo também; Cantigas do Maio; Eu vou ser como a toupeira; Venham mais cinco; Coro dos tribunais; Com as minhas tamanquinhas; Enquanto há força; Fura, fura e Fados de Coimbra;
Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de cantores, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial. E não é apenas Grândola vila morena, se há de facto um músico português que se universalizou foi o Zeca, se calhar tanto ou mais do que Amália, embora esta tenha tido mais visibilidade.
Entre os espectáculos que por todo o país e no estrangeiro deu, fez, participou, sempre com a sua generosidade, o apego e a solidariedade com as causas do povo, tem que ser assinalado o concerto no Coliseu de Lisboa. Neste concerto não deixaram de actuar os amigos e companheiros de canções e de luta, Rui Pato, Francisco Fanhais, Fausto, Júlio Pereira, Janita, Octávio Sérgio, Lopes Almeida, Durval Moreirinhas, António Sérgio, bem como a recordação de Adriano Correia de Oliveira, tantos entres outros que encheram a sala e a fez transbordar de emoção, pois, muitos de nós sabíamos que seria o último concerto da sua vida, e o Zeca também!
O seu trabalho é apreciado pelo país inteiro e no estrangeiro, e com a incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura portuguesa.
Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de cantores, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial. E não é apenas Grândola vila morena, se há de facto um músico português que se universalizou foi o Zeca, se calhar tanto ou mais do que Amália, embora esta tenha tido mais visibilidade.
Entre os espectáculos que por todo o país e no estrangeiro deu, fez, participou, sempre com a sua generosidade, o apego e a solidariedade com as causas do povo, tem que ser assinalado o concerto no Coliseu de Lisboa. Neste concerto não deixaram de actuar os amigos e companheiros de canções e de luta, Rui Pato, Francisco Fanhais, Fausto, Júlio Pereira, Janita, Octávio Sérgio, Lopes Almeida, Durval Moreirinhas, António Sérgio, bem como a recordação de Adriano Correia de Oliveira, tantos entres outros que encheram a sala e a fez transbordar de emoção, pois, muitos de nós sabíamos que seria o último concerto da sua vida, e o Zeca também!
O seu trabalho é apreciado pelo país inteiro e no estrangeiro, e com a incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura portuguesa.
Apesar de reconhecido, José Afonso não tem ainda hoje o estatuto que devia ter na música portuguesa.
Fique com José Afonso, na canção: "Tinha uma sala mal iluminada" do álbum Enquanto há força.
(...)
A velha história ainda mal começa
Agora está voltando ao que era dantes
Mas se há um camarada à tua espera
Não faltes ao encontro sê constante
Há sempre quem se prante à tua mesa
Armado em conselheiro ou penitente
A luta agora está de novo acesa
E o caminho é só um é sempre em frente
(...)
Autor: A. Pires
Fique com José Afonso, na canção: "Tinha uma sala mal iluminada" do álbum Enquanto há força.
(...)
A velha história ainda mal começa
Agora está voltando ao que era dantes
Mas se há um camarada à tua espera
Não faltes ao encontro sê constante
Há sempre quem se prante à tua mesa
Armado em conselheiro ou penitente
A luta agora está de novo acesa
E o caminho é só um é sempre em frente
(...)
Autor: A. Pires
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Caminho
Longe é a noite para aquele que vela
Longe é o caminho para aquele que está fatigado
Longe é a série para os ignorantes que desconhecem a boa lei.
Nem no espaço Celeste,
Nem no fundo do Oceano,
Nem numa caverna nas Montanhas,
Em sítio nenhum do Mundo se encontrará um lugar
Aonde aquele que aí vive
não possa ser vencido pela morte.
De ossos é feita a cidade,
Coberta de carne e de sangue
Onde a velhice e a morte, o orgulho e a hipocrisia
Procuram guarida.
O que é o sorriso, o que é a alegria
Quando tudo o que existe,
está mergulhado pelas trevas.
Não procurareis vós a Luz!
Longe é o caminho para aquele que está fatigado
Longe é a série para os ignorantes que desconhecem a boa lei.
Nem no espaço Celeste,
Nem no fundo do Oceano,
Nem numa caverna nas Montanhas,
Em sítio nenhum do Mundo se encontrará um lugar
Aonde aquele que aí vive
não possa ser vencido pela morte.
De ossos é feita a cidade,
Coberta de carne e de sangue
Onde a velhice e a morte, o orgulho e a hipocrisia
Procuram guarida.
O que é o sorriso, o que é a alegria
Quando tudo o que existe,
está mergulhado pelas trevas.
Não procurareis vós a Luz!
Autor: António Albino Machado †
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O problema da habitação nos anos 70
Conferência sobre a experiência do SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) nos bairros degradados de Lisboa e a organização dos moradores na Luta pela Habitação, por ALBANO PIRES.
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