CONFERÊNCIAS DO MONTE DA LUA
Esta Associação tem como desígnio a Viagem, enquanto ser individual e colectivo, na senda de um Homem Novo. Foi constituída a partir de um sonho: criar uma plataforma para o estudo, a divulgação da língua e do património para proporcionar a todos os Cidadãos o acesso à cultura Portuguesa e ao mundo da Lusofonia e, ser partilhada por um universo de pessoas que comungue dos mesmos princípios, no que respeita à valoração do conhecimento como factor de libertação do Homem.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Serra, Luas e Literatura
Gil Vicente é o poeta que melhor e mais fielmente cantou o mito e a tradição da alma portuguesa. E nesta envolvente criação de um destino místico do povo luso, a Serra do Sol e da Lua volta a representar um papel preponderante. Na Farsa da Lusitânia, representada a D. João III, por altura do nascimento do príncipe D. Manuel, em 1532, surge um Licenciado que se declara embaixador do autor, e que relata a iniciação que este sofreu por uma donzela que o levou "onde a Sibila mora", a qual lhe ensinou a origem de Portugal:
"Naquela cova Sibiliária, muito sábio e prudentíssimo Senhor, o autor foi ensinado que há três mil anos que uma generosa ninfa chamada Lisibeia, filha de uma rainha da Berbéria, e de um Príncipe marinho que a esta Lisibeia os fados deram por morada naquelas medonhas barrocas que estão da parte do Sol, ao pé da serra de Sintra, que naquele tempo se chamava Solércia. E como por vezes o Sol passasse polo opósito da lustrante Lisibeia, e a visse nua, sem nenhuma cobertura, tão perfeita em suas corporais proporções, como fermosa em todolos lugares de sua gentileza, houve dela uma filha tão ornada de sua luz, que lhe puseram nome Lusitânia, que foi diesa e senhora desta província. Neste mesmo tempo, havia na Grécia um famoso cavaleiro e mui namordo em extremo, e grandíssimo caçador, que se chamava Portugal, o qual, estando em Hungria, ouviu dizer das diversas e famosas caças da serra Solércia, e veio-a-buscar. E como este Porugal, todo fundado em amores, visse a fermosura sobrenatural de Lusitânia, filha do Sol, improviso se achou perdido por ela."
Eis a combinação dos Elementos a formularem a origem de um povo, simultaneamente aquático, telúrico e ígneo. Hão-de ser sempre os Elementos a regerem a razão dos homens, a sua própria existência.
Autor: João Rodil, livro "Serra, Luas e Literatura", Edições da Palavra
domingo, 15 de janeiro de 2012
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A Morte do Poeta
E-Pistola do Poeta enquanto Peixe
Flirt impossível. Carta em correio azul. Correspondência sem correspondente. Um peixe perdido no mar de um olhar, um olhar romance; histórias que não aconteceram. Como peixe apenas queria uma morada, um mar visível na invisibilidade visível de ficar, um habitáculo para poetas. Os poetas também eles são invisíveis, só existem antes da escrita; depois morrem e renascem, tal Fénix renascida nas palavras. Um peixe dentro de um olhar era o que estava falando, vê o que o olhar vê, sente o que o olhar sente e está, é não poeta por que o peixe não escreve: nada. Nada é negação absoluta, tudo é possível enquanto poeta, mesmo um flirt impossível. O mundo existe enquanto o poeta-peixe nada, naquele olhar-mar amante do Mundo, pelo qual o poeta enquanto peixe vê, sente, ouve, respira e não poderá sobreviver enquanto peixe sem aquele mar-mundo de amar o mundo da sua existência. Se o tiram, se o negam, a sua existência perde duas das suas qualidades: a de poeta e a de peixe; torna-se invisível como as guerras, os ciganos, os negros, os desempregados e os ofícios correlativos, na existência da humanidade.
Ser um peixe-flirt e nadar sem horizontes de praia. Praia-mar impossível de criar, há falta de Deus. Ofício de Deus não é coisa de poetas, as epístolas sim.
Por isso a morte do peixe.
Por isso a morte do poeta.
Por isso a morte do peixe.
Por isso a morte do poeta.
Ai Senhora que fazer?
Se sou peixe, sou poeta
E nado no vosso olhar,
Se recordo o vosso sonho,
Se sonho no seu sonhar,
Se respiro seu respirar,
Ai senhora que fazer?
Ao acordar deste sonho
Como peixe vou morrer,
Por não ter onde nadar;
Como poeta morrer morro,
Por não ter com que sonhar,
Ai Senhora que fazer?
Se sou peixe, sou poeta
E nado no vosso olhar,
Se recordo o vosso sonho,
Se sonho no seu sonhar,
Se respiro seu respirar,
Ai senhora que fazer?
Ao acordar deste sonho
Como peixe vou morrer,
Por não ter onde nadar;
Como poeta morrer morro,
Por não ter com que sonhar,
Ai Senhora que fazer?
Autor: Herculano
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Fernão de Magalhães
Era o princípio,
Por tal morreu
Ante novo ciclo…
Cumpriu-se o sonho,
Cumpriu-se a prova;
Redonda sempre seria
A sua nova.
De Magalhães
Fernão era
Redondo círculo…
O seu fim,
Nunca seria
O seu princípio…
Fernão, incorporara no mar,
Um país de sonhos feito,
Para apenas um Estreito
O relembrar.
O relembrar.
Autor: Jónatas
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Solstício de Inverno
É sabido que as primeiras civilizações estratificadas, da Idade dos Metais, surgiram na Ásia Menor (sumérios, milénio VI a.C.) e no norte de África (egípcios, milénio V a.C.). A Suméria ocupava o sul da Mesopotâmia - "terra entre rios"- entre os rios Tigre e Eufrates, junto ao Golfo Pérsico. Hoje, já se sabe que a escrita foi invenção dos sumérios (cuneiforme), além disso, os antigos sumérios criaram quase tudo: administração e justiça; formas políticas de governo; instrumentos de troca e de produção; formas de pensamento religioso; técnicas de construção.
A religião foi, na realidade, a base e o centro da
vida da Mesopotâmia, sendo, toda ela, originária da concepção religiosa da
Suméria, que remonta à era neolítica e que influenciou todos os povos antigos,
cuja religião era baseada em divindades cósmicas, principalmente no deus Sol.
Assim, na religião suméria, os três deuses fundamentais: Anu, rei do Céu,
Enlil, rei da Terra, e Ea, deus do Oceano; esses deuses primordiais criaram os
deuses astrais, que se ocupam directamente do homem: Chamach, deus-Sol, Sin
(deus-Lua, masculino) Ishtar, a deusa Vénus (relativa ao planeta) e Dumuzi,
deus agrário das mortes e ressurreições anuais dos vegetais, de acordo com o ciclo
do Sol. Foi dos sumérios, o primeiro culto solar da Humanidade na História,
embora já possa ter havido algum, na era neolítica da Pré-História. Como grandes
matemáticos, adquiriram grande conhecimento sobre a astronomia, prevendo
eclipses solares e lunares, aprendendo a plantar de acordo com as fases da Lua,
dividindo o ano em 12 meses lunares, os meses em semanas, a semana em sete dias
(cada um consagrado a um dos sete "planetas" da Antiguidade), o dia
em vinte e quatro horas, a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos. Quando
elaboraram o seu sistema cosmológico, fizeram uso das doze constelações
principais, através das quais o Sol e a Lua passavam, regularmente, e que foram
as precursoras do zodíaco.
No Antigo Egipto, embora, houvesse variados conceitos
do deus-Sol, tendo, o astro diversas representações (Ámon, Rá, Hórus), era um
certo desvio para o monoteísmo, o deus do império unificado e o senhor do céu e
dos deuses. Havia somente um deus egípcio cuja importância era semelhante à do
deus-Sol: Osíris, deus da fertilidade e do reino dos mortos, cuja lenda,
baseada nos mitos solares - segundo a lenda, foi morto no 17º dia do mês Hator,
quando começava o Inverno - tinha grande aceitação entre o povo, preocupado com
o além, pois mostrava os mistérios da morte e da ressurreição. Já no terceiro
milénio a.C., os egípcios elaboraram um calendário solar, que era o mais
perfeito da Antiguidade, permitindo-lhes, inclusive, prever as cheias do rio
Nilo. O rio era a fonte de toda a vida e os egípcios acreditavam que as cheias
eram activadas pela acção combinada do Sol e de Sirius, tendo esta estrela,
assumido grande importância. As pirâmides, construídas durante a III Dinastia
do Antigo Egipto, tinham dupla finalidade: monumentos funerários e calculadores
astrológicos. Ao faraó Ramsés II, um dos maiores do Novo Egipto, é atribuída a
responsabilidade pelo estabelecimento dos quatro signos cardeais do Zodíaco:
Carneiro, Balança, Caranguejo e Capricórnio.
À Europa, a civilização chegou depois. Basta dizer
que, na época do surgimento dos monumentos megalíticos, ou seja, dois milénios
a.C., a região era primitiva, sendo habitada por um povo - chamado, pelos
arqueólogos, de povo beaker - que ainda estava no início da Idade dos Metais e
que ainda não tinha meios de registar o seu conhecimento. Nessa época, o Egipto
já iniciava o seu Médio Império e, na Grécia arcaica, já começara a civilização
micénica. E seria exactamente na Grécia que a astronomia e a astrologia teriam
grande impulso, deixando o empirismo anterior.
Ao povo beaker,
muito anterior aos druidas, atribuem-se os menires (monumentos megalíticos)
europeus e, principalmente, o famoso conjunto de Stonehenge. Mesmo primitivo,
desenvolveram um sofisticado método de calcular um calendário de precisão
surpreendente, anunciando eclipses e assinalando solstícios, dos quais os
menires são provas irrefutáveis. As imensas pedras de Stonehenge, com cinco
toneladas cada uma, foram extraídas dos montes de Gales, e transportadas até á
planície de Salisbury, a 380 quilómetros de distância. Constituído de
diversos blocos, formando semicírculos e fechado por um anel de pedras, com distâncias
regulares entre elas, o monumento foi submetido, a análises computorizadas, que
revelaram uma grande variação de alinhamentos, mostrando que ele é, na
realidade, um grande computador astrológico.
No entanto, 2000 anos antes de Stonehenge foi
erigido o recinto megalítico dos Almendres, Évora, Alentejo, sendo o maior
monumento megalítico da Península Ibérica e um dos mais antigos monumentos da
Humanidade.
Foi construído há cerca de 7000 anos, nos alvores do
Neolítico, a época em que surgiram, na Europa ocidental, as primeiras
comunidades de pastores e agricultores, no contexto de profundas transformações
culturais.
O recinto dos Almendres cuja planta original era,
muito provavelmente, em forma de ferradura, aberta a nascente, parece ter
sofrido acrescentos e remodelações: a forma actual do monumento, relativamente
complexa, resulta, por um lado, dessas intervenções antigas e, por outro, de
amputações e perturbações muito recentes. Actualmente, conta com cerca de uma
centena de monólitos, alguns deles decorados.
A escolha dos lugares em que estes monumentos foram
erigidos, teve seguramente em conta a estrutura física da paisagem,
nomeadamente a rede hidrográfica, mas também os fenómenos astronómicos mais
notórios, relacionados com os movimentos anuais do Sol e da Lua, no horizonte.
Os celtas vieram depois do povo beaker. Os druidas
eram membros de um culto sacerdotal entre os antigos celtas, na Inglaterra,
França e Irlanda, cujos sacerdotes adoravam vários deuses semelhantes aos do
panteão greco-romano, mas com nome diferentes, reunindo-se nas florestas, ou em
cavernas. Na verdade, pouco se conhece sobre os rituais dos druidas, o que tem
gerado muita especulação, sem nenhuma comprovação. Eles consideravam o meio-dia
e a meia-noite como horas sagradas, o que não era novidade, assim como algumas
árvores, como o carvalho. E, geralmente faziam predições através da
interpretação do vôo dos pássaros e de sinais encontrados nas vísceras de
animais sacrificados; e podem ter usado Stonehenge como lugar de culto. Foram
destruídos, na Inglaterra no ano 78 da era actual pelos romanos. Na Irlanda sobreviveram
até ao século V, quando foram expulsos com a expansão do cristianismo.
Importa considerar que os rituais solares, inclusive
os solstícios, eram muito mais antigos do que os druidas. Considerando que
pouco se conhece sobre os rituais druidas, que eram secretos e transmitidos
oralmente, a interpretação de seu pensamento fica no terreno especulativo, ou da
imaginação de muitos autores.
Este
simbolismo cósmico tradicional foi herdado dos povos mesopotâmicos, cujos
saberes acumulados parecem ter atingido o expoente máximo na antiguidade.
Tradição mais tarde veiculada pelos egípcios, que por sua vez a transmitiram
aos gregos. Dizia Platão no seu Timeu: ”O dia e a noite, ao desvendarem os
meses, as revoluções dos anos, os equinócios e os solstícios, formaram pela sua
combinação o número, e deram-nos a noção do tempo e o meio para especular sobre
a natureza do universo. Daí, nós retirámos um tipo de filosofia que é o maior
bem que nos chegou e que jamais virá a nós pela liberalidade dos deuses”.
Segundo Platão, o Conhecimento não se adquire por outro meio que não seja pela
Iniciação. A busca do Conhecimento é caminho árduo e não uma benesse dos
deuses.
Aproxima-se
mais um Solstício de Inverno, em que viveremos a noite mais longa do ano, no
nosso hemisfério, como que num recolhimento uterino desejado.
O
Sol afastou-se do hemisfério norte. O Inverno é a época para semear.
Os
frutos da colheita anterior já se encontram recolhidos.
É
o momento para seleccionar os melhores frutos, obter as suas sementes e voltar
a semear, porque há frutos que se estragaram, apodreceram ou não se
desenvolveram. Há que eliminar estes e guardar os melhores.
Há
mais frio e mais escassez de tudo.
Os
membros da tribo reúnem-se à volta da fogueira onde há luz e calor. O fogo é a
representação do Sol que se ausentou.
Juntos
apoiam-se e compartilham do que têm. O momento transforma-se então, em
celebração e cerimónia.
É
a noite da solidariedade, do amor e da esperança!
Que
este Solstício nos traga de volta à comunhão com as coisas do Universo e com o
Universo das coisas da Natureza…
Que
as luzes dos centros comerciais e outros holofotes não sejam demasiado
ofuscantes e nos permitam, ainda, uma certa dose de humanidade e de
reconciliação dos afectos…
Que
a esperança se faça verbo, imagem e certeza….
Estamos
convosco, desejando-Vos um Solstício de Luz e saudando o RENASCIMENTO de todos
Nós.
A. Pires
sábado, 17 de dezembro de 2011
Cesária Évora 1941 - 2011
Entre os seus amigos estava B. Leza, o compositor favorito dos cabo-verdianos, que faleceu quando ela tinha apenas sete anos de idade. Desde cedo, Cise, como era conhecida pelos amigos, começou a cantar e a fazer actuações aos domingos na praça principal da sua cidade, acompanhada pelo seu irmão Lela, no saxofone. Mas a sua vida está intrinsecamente ligada ao bairro do Lombo, nas imediações do quartel do exércio português, onde cantou com compositores como Gregório Gonçalves. Aos 16 anos, Cesária começou a cantar em bares e hotéis e, com a ajuda de alguns músicos locais, ganhou maior notoriedade em Cabo Verde, sendo proclamada a "Rainha da Morna" pelos seus fãs.
Aos vinte anos foi convidada a trabalhar como cantora para o Congelo - companhia de pesca criada por capital local e português -, recebendo conforme as actuações que fazia. Em 1975, ano em que Cabo Verde adquiriu a independência, Cesária, frustrada por questões pessoais e financeiras, aliados à dificuldade económica e política do jovem país, deixou de cantar para sustentar sua família. Durante este período, que se prolongou por dez anos, Cesária teve de lutar contra o alcoolismo. Igualmente, Cesária chamou a esse período de tempo, os seus Dark Years.
Cabo Verde, um francês chamado José da Silva persuadiu-a a ir para Paris e lá acabou por gravar um novo álbum em 1988 "La diva aux pied nus" (a diva dos pés descalços) - que é como se apresenta nos palcos. Este álbum foi aclamado pela crítica, levando-a a iniciar a gravação do álbum "Miss Perfumado" em 1992. Desde então fixou residência na capital francesa. Cesária tornou-se uma estrela internacional aos 47 anos de idade.
Em 2004 conquistou um prémio Grammy de melhor álbum de word music contemporânea. O Esatdo francês, distinguiu-a em 2009, com a medalha da Legião de Honra entregue pela ministra da Cultura francesa Christine Albanel.
Em Setembro de 2011, depois de cancelar um conjunto de concertos por se encontrar muito debilitada, a sua editora, Lusafrica, anunciou que a cantora pôs um ponto final na sua longa carreira. Faleceu no dia 17 de Dezembro de 2011.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Fausto – Novo Álbum
Fausto Bordalo Dias conclui a trilogia que começou com a edição do disco «Por Este Rio Acima», em1982, e prosseguiu com «Crónicas da Terra Ardente», em 1994. Se os primeiros trabalhos abordavam a saída dos portugueses em direcção a África e à Índia, e a sua viagem marítima até lá, o novo trabalho descreve a entrada em terra firme através do continente africano.
A conclusão do tríptico reforça a importância máxima da criação de Fausto. Não só num formato de retrospectiva da história de Portugal, mas incidindo muito profundamente no tempo presente e nas relações mantidas entre Portugal e o continente africano, num momento de reflexão sociológico, musical e político que sempre fez parte do código de composição de Fausto Bordalo Dias.
Em termos musicais o disco eleva o patamar para uma nova descoberta de abordagens à música tradicional portuguesa, num trabalho intenso que Fausto tem mantido ao longo da sua carreira.
Sendo um disco há muito tempo aguardado, as expectativas são enormes em torno deste regresso de um artista considerado por muitos como um dos patrimónios indispensáveis da história da música portuguesa.
Em termos musicais o disco eleva o patamar para uma nova descoberta de abordagens à música tradicional portuguesa, num trabalho intenso que Fausto tem mantido ao longo da sua carreira.
Sendo um disco há muito tempo aguardado, as expectativas são enormes em torno deste regresso de um artista considerado por muitos como um dos patrimónios indispensáveis da história da música portuguesa.
domingo, 27 de novembro de 2011
Fado é Património Imaterial da Humanidade
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| Painel do Fado por José Malhoa |
Fado do marinheiro
Perdido lá no mar alto
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo
A fome a todos matava.
Deitaram a todos as sortes
A ver qual d'eles havia
Ser pelos outros matado
P´ró jantar daquele dia
Caiu a sorte maldita
No melhor moço que havia;
Ai como o triste chorava
Rezando à Virgem Maria.
Mas de repente o gageiro,
Vendo terra pela prôa,
Grita alegre pela gávea:
Terras , terras de Lisboa.
Cancioneiro popular
domingo, 20 de novembro de 2011
Debate sobre a Reforma do Poder Local
Decorreu no passado dia 19, no Palácio Valenças, em Sintra, um debate promovido pela Alagamares -Associação Cultural em torno da reforma da Administração Local, despoletado pelo designado Documento Verde, e que vai implicar alterações não só no mapa das freguesias, como no número de eleitos e na reconfiguração do modelo eleitoral e competências das autarquias. Decorre desse documento que Sintra verá agrupadas 5 das suas actuais freguesias (Montelavar, Pêro Pinheiro, S.Maria e S.Miguel, S.Pedro de Penaferrim e S.Martinho), reduzidos os vereadores de 10 para 8, e reconfigurado o quadro de dirigentes municipais, de acordo com critérios aí definidos no sentido da sua diminuição.
Com uma plateia interessada, e juntando pela primeira vez em torno deste tema representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, a sessão durou várias horas e contou com a participação de diversos e empenhados munícipes.
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