quinta-feira, 26 de junho de 2014

Voando para ti



Poema inspirado no quadro ( Voando para ti ) de Domingos Magalhães de Oliveira

Voando para ti.
Voando para ti com asas de anjo e olhos embriagados de céu.
Não importa se as minhas estradas são feitas de tempo
De vento ou se desabo no abismo.

Que sei eu deste mistério de querer voar para ti?
Numa rota onde a minha alma quase se perde de mim?
Encho a noite de estrelas e no deslumbramento da ascensão
escuto as canções que tens no peito...

Talvez essa melodia adormeça a escuridão que quer devorar estas asas
Quando insistem em levar o teu coração num voo mais alto.
Que sei eu deste mistério de querer voar para ti?

Autor: Olga Florência

sábado, 21 de junho de 2014

Celebração Solstício Verão


Celebração Solstício de Verão na Quinta da Regaleira - Sintra, Visita e Banquete de Solstício.

Escultura - Domingos Magalhães de Oliveira
Pintura - Oscar Alves
Música - Hugo Claro
Canto - Sofia Claro - Hugo Claro
Poesia - David Zink, Eladio Climaco, Helena Ramos, Maria De Lurdes Nogueira
Fotografia - Olga Florência


terça-feira, 17 de junho de 2014

Comemoração Solstício Verão 2104


 21 Junho (sábado) - Quinta da Regaleira - Sintra

18h - Visita Guiada - 20H - Banquete Solstício

ARTE com mostra de pintura e escultura de Oscar Alves e Domingos Oliveira; POESIA por João David Zink e Lurdes Nogueira; MÚSICA Com Hugo Claro e Sofia Sousa Claro.

Visita Valor: 10,00€ - Banquete: 15,00€ - Visita e Banquete Valor: 25,00€
Crianças até 9 anos - Gratuito - Jovens até 18 anos - 1/2 Valor


INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA:    Tlm. 918 959 854    0u     vitriol.portugal@gmail.com


SOLSTITIUM
Por instantes, duas vezes em cada doze meses, o Sol alcança a sua maior declinação elíptica – e parece suspender-se em luz pura. Nesses dois dias mais longos do ano se marca o início dos ciclos maiores da Mãe-Natureza, celebrados desde que o Homem pôde conhecer e medir o seu lugar no Universo.

Desde a mais remota Antiguidade assinalamos, sob a forma de alegorias míticas e festas telúricas, a abertura gloriosa das Portas Solsticiais. E a própria etimologia latina do SOLSTITIUM nos remete para esse breve momento em que o Astro se sustém, grande e jorrando luz, franqueando os seus portais a quem ousa olhá-lo de frente.
Uma das faces do dualismo primordial do preto e do branco, expresso também nas duas faces do deus Janus, o Grande Arquitecto bifásico, está perfeitamente figurada na festa dos Fogos de S. João de Verão, o Solstício de Câncer, personificado no Baptista, e que assinala a travessia da Porta dos Homens, a abundância e a plenitude do que é perfeito.
O mesmo Sol que ilumina o Ser humano, neste momento de transição das trevas para a claridade, é o mesmo que faz germinar na terra os frutos. Por isso, nesta cerimónia, celebramos também o trigo, o vinho e o azeite – cada um na sua carga simbólica própria e todos como representação da capacidade geradora, desse início em que da semente brotam os primeiros rebentos que hão-de crescer, frutificar e multiplicar-se.

VITRIOL – ASSOCIAÇÃO DIVULGAÇÃO LÍNGUA CULTURA LUSÓFONA