domingo, 27 de novembro de 2011

Fado é Património Imaterial da Humanidade

Painel do Fado por José Malhoa

Fado do marinheiro 

Perdido lá no mar alto
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo 
A fome a todos matava. 

Deitaram a todos as sortes 
A ver qual d'eles havia 
Ser pelos outros matado 
P´ró jantar daquele dia 

Caiu a sorte maldita 
No melhor moço que havia; 
Ai como o triste chorava 
Rezando à Virgem Maria. 

Mas de repente o gageiro, 
Vendo terra pela prôa, 
Grita alegre pela gávea: 
Terras , terras de Lisboa. 

Cancioneiro popular

1 comentário:

  1. Lindo poema! Nos remete ao séc. XV.
    A mim remete ainda ao séc XX.
    Quando minha cantarolava o fado ao fazer a limpeza de nossa casa.

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